EFECopenhague

O comitê consultivo de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou nesta sexta-feira a extensão do uso de uma dose reduzida da vacina Pfizer/BioNTech contra a covid-19 para crianças de 5 a 11 anos.

A dose recomendada para esta faixa etária é de 10 microgramas em vez de 30 microgramas para maiores de 12 anos, disse Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas da OMS (Sage, na sigla em inglês), que destacou que aqueles entre 5 e 11 anos constituem a faixa de menor prioridade, a menos que sofram de doenças graves.

O Sage também concordou, em sua última reunião, em recomendar que a dose de reforço desta vacina seja aplicada primeiro em grupos de risco, como idosos e profissionais da saúde, quatro a seis meses depois de ter concluído o calendário de vacinação.

Especialistas da OMS pediram aos países com menor cobertura vacinal que se concentrem primeiro no aumento da cobertura em grupos de maior risco antes de oferecê-la aos grupos de menor risco.

Em países com cobertura média alta em grupos de risco, a prioridade deveria ser oferecer a dose de reforço a esses grupos em vez de imunizar grupos de prioridade mais baixa com o calendário completo.

O Sage classificou as previsões de produção de doses para este ano como "anúncios positivos" e considera que deverá assegurar o fornecimento de vacinas a nível global.

"O número de doses mensais planejadas é suficiente para cobrir os diferentes cenários de cobertura dos diferentes países, incluindo as doses de reforço", disse a diretora do Departamento de Imunização da Organização Mundial da Saúde (OMS), Kate O'Brien, em entrevista coletiva virtual.

Kate O'Brien esclareceu, no entanto, que isso só será possível caso a distribuição de vacinas deixe de ser "desigual" e as restrições de abastecimento não se repitam.

A cobertura em 34 países ainda é inferior a 10% da população total, enquanto em 86 é de cerca de 40%, devido ao acúmulo de doses produzidas no ano passado por alguns países, lembrou o especialista da OMS. EFE