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A ONG italiana Mediterranea Saving Humans informou nesta quinta-feira que oito das 43 pessoas resgatadas pelo navio Mare Jonio testaram positivo para o novo coronavírus, realizado quando desembarcaram ontem no porto de Augusta, no sul da Itália.

Depois disso, a tripulação do navio foi colocada em quarentena, acrescentou.

O Mare Jonio resgatou na última segunda-feira os migrantes, incluindo mulheres e crianças, de uma barcaça em risco de naufrágio na costa da Líbia e desembarcou ontem no porto da Sicília, designado pelas autoridades italianas, onde foram submetidos a testes de saliva.

Em um comunicado, a ONG afirmou que "os protocolos anti-Covid-19 são escrupulosamente respeitados" e denunciou que a pandemia se espalhou nos campos de detenção da Líbia, de onde a maioria dos migrantes sai e que eles podem se tornar "um foco sem precedentes" da doença.

Por esse motivo, a ONG exigiu "uma intervenção humanitária, para evacuar" alguns campos com "condições higiênico-sanitárias desastrosas".

Agora, tanto as pessoas resgatadas quanto a tripulação da ONG terão que ficar em quarentena, uma medida que a Itália impõe a todos os migrantes que chegaram às suas praias desde o início da epidemia, em fevereiro.

Os migrantes chegaram ao porto usando equipamento de proteção individual e máscaras, e com aparente boa saúde, explicou ontem a organização.

Segundo a Mediterranea Saving Humans, "os procedimentos adotados em Mare Jonio são os mais avançados na contenção da Covid-19 e permitem a identificação imediata de positivos sem o risco de propagação".

Os casos de migrantes salvos com coronavírus têm aumentado nas últimas semanas, com ocorrido com o da ONG Sea Eye, que em um resgate, no dia 24 de junho, registrou 28 infecções.