EFEQuito

A organização não-governamental Defensoria do Povo do Equador divulgou nesta quinta-feira que um manifestante morreu ontem durante protestos em Quito, encabeçado por grupos indígenas, centrais sindicais e outras entidades.

A identidade do morto não foi divulgado, apenas que se trata de um homem, dirigente da Confederação de Nacionalidades Indígenas, que sofreu traumatismo craniano, enquanto estava em um ato na capital do país.

Com esse caso, segundo a contabilidade da Defensoria do Povo do Equador, chega a cinco o número de mortos durante as manifestações dois últimos dias, que começaram devido o aumento do preço dos combustíveis motivado pelo fim dos subsídios do governo.

O registro mais chocante feito pela ONG é de três pessoas que, de acordo das primeiras informações, caíram de uma ponte, em Quito, enquanto fugiam da repressão policiais.

Ontem à noite, em entrevista coletiva, a ministra de Governo, María Paula Romo, garantiu que "nenhuma pessoa morreu em confronto com a polícia". A representante do Executivo, contudo, garantiu que todas as denúncias estão sendo investigadas.

Ontem, grupos indígenas realizaram uma grande passeata em Quito, exigindo que fosse revogado o decreto que eliminou os subsídios ao compromisso. Durante o ato, houve novos choques entre manifestantes e policiais. EFE

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