EFEGenebra

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) pediu à comunidade internacional que elimine as leis discriminatórias contra pessoas LGBTI, já que dificultam o acesso delas a serviços de prevenção ao vírus da doença.

O estigma que estas e outras pessoas sofrem é reforçado por leis que aumentam a violência, a exploração e um clima de medo que dificultam os esforços para que os serviços de prevenção à Aids cheguem a todos os que precisam, destacou a organização em comunicado.

A UNAIDS, com sede em Genebra, lembrou que 65 países ainda têm leis que punem o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, entre eles pelo menos oito que o consideram um crime punível com a pena de morte. Além disso, ressaltou que homens homossexuais continuam a responder por taxas de contágio 28 vezes maiores do que o resto da população, por terem menos acesso aos serviços de prevenção.

"É extremamente importante que acreditemos em um mundo onde todos possam ter acesso aos serviços médicos e sociais sem a ameaça de sofrer violência ou discriminação", ressaltou na nota o secretário-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom.

O Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia é celebrado a cada 17 de maio para lembrar que nessa data, em 1990, a OMS eliminou a homossexualidade de sua lista oficial de doenças.