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Cerca de 7 milhões de cidadãos do Sudão do Sul serão afetados por uma grave crise alimentar no final de julho, dos quais 21 mil viverão em "condições catastróficas", segundo estimativas divulgadas nesta sexta-feira por três agências da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) explicaram em comunicado que o número de pessoas que enfrentam uma falta crítica de alimentos no Sudão do Sul é "mais alto do que nunca" devido à persistente instabilidade e ao atraso da época das chuvas.

No total, 61% da população sofrerá de fome crônica nos próximos meses, segundo o novo relatório da ONU elaborado em parceria com o Governo do país africano.

A situação piorou particularmente nos Estados de Jonglei, Lagos, Unidade e Bahr al-Ghazal do Norte depois que a temporada de escassez começou com as reservas de alimentos em mínimos históricos por causa da má colheita de 2018 e do atraso da época de chuvas neste ano.

A estes fatores se unem os efeitos do conflito que explodiu em 2013 e que causou deslocamentos maciços de pessoas e a interrupção de seus meios de vida, o que reduziu a capacidade para se alimentar.

As agências da ONU pediram a efetiva "implementação" do acordo de paz assinado entre o Governo e os rebeldes em agosto de 2018 para que seja possível aumentar a assistência humanitária e promover a produção agrícola no país a fim de salvar vidas.