EFEBuenos Aires

Os países do G20 chegaram nesta sexta-feira a um consenso durante uma reunião na cidade de Mar del Plata, na Argentina, para discutir uma reforma da Organização Mundial de Comércio (OMC), com o objetivo de adaptá-la aos novos desafios apresentados pelo cenário internacional.

"É claro que todos compartilhamos da ideia de que é extremamente importante que possamos encontrar propostas para que a OMC possa ser mais responsiva aos desafios do comércio", disse ao fim do encontro o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie.

O chanceler argentino explicou que a reunião de hoje serviu para que os países, especialmente os principais atores do comércio internacional, mostrassem suas visões para o futuro da OMC. As ideias serão levadas para uma reunião da organização em novembro.

"Todos concordamos que precisamos ter uma organização que nos permita estabelecer regras, trabalhar no marco do comércio internacional", afirmou o chanceler, que liderou a reunião ao lado do ministro de Produção e Trabalho da Argentina, Dante Sica.

A reunião desta sexta-feira reuniu ministros de Comércio dos países do G20 e representantes de organizações internacionais.

Pela manhã, o responsável pelo Comércio Exterior da França, Jean-Baptiste Lemoyne, defendeu mudanças na OMC para evitar guerras comerciais, um desejo do presidente do país, Emmanuel Macron.

"Nesta oportunidade, todos concordaram que é urgente poder debater formas para melhorar o funcionamento da OMC (...) E que a organização pode se adequar aos desafios criados por este momento em que a revolução tecnológica apresenta mudanças na forma como trabalhamos, produzimos e fazemos comércio", ressaltou Faurie.

Participaram também da reunião em Mar del Plata a comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmström, e o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo.

"Com as tensões comerciais em crescimento, essa é uma reunião muito oportuna e importante", disse Azevêdo no Twitter.

Diversos países, como a China e a própria UE, têm reiterado nos últimos meses a necessidade de avanços na reforma da OMC para evitar um caos no sistema internacional. EFE

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