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A Unidade de Investigação em Medicina Tropical Mahidol Oxford, sediada no Reino Unido, iniciou nesta quinta-feira um estudo clínico para avaliar se a cloroquina ou a hidroxicloroquina são eficazes no tratamento de pacientes com Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

A pesquisa feita pela instituição incluirá mais de 40 mil pessoas que trabalham com pacientes confirmados ou suspeitos de infecção, na Europa, África, Ásia e América do Sul.

Em comunicado, o coautor do estudo, o professor Nicholas White, garantiu que não há provas de os medicamentos são "benéficos ou prejudiciais" contra o novo coronavírus, por isso, a melhor maneira de descobrir é através de análises clínicas aleatórias.

O interesse sobre a hidroxicloroquina no Reino Unido aumentaram depois que o presidente dos Estados Unidos anunciou que utiliza o medicamento como prevenção à Covid-19.

O professor Martin Llewelyn, pesquisador da Escola de Medicina de Brighton e Sussex, afirmou que seria "imensamente valiosa" a descoberta de tratamento que reduz a possibilidade de contrair o novo coronavírus, já que uma vacina ainda está distante.

As pesquisas da Unidade de Investigação em Medicina Tropical Mahidol Oxford começaram hoje nos Hospitais Universitários de Brighton e Sussex, e no Hospital John Radcliffe, de Oxford. A expectativa é que os resultados fiquem disponíveis no fim do ano.

No Brasil, o Ministério da Saúde publicou ontem um documento com orientações para o uso dos medicamentos, com recomendação para que sejam aplicados também para casos leves, dependendo de decisão médica. Até então, o uso acontecia em situação de média e alta gravidades. EFE

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