EFEBogotá

O presidente eleito da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou nesta quinta-feira que seu ministro da Fazenda será o economista José Antonio Ocampo, um dos nomes mais esperados do que será seu gabinete.

"José Antonio Ocampo será nosso ministro da Fazenda. Construir uma economia produtiva e uma economia para a vida", disse Petro, que está de férias na Europa, em mensagem no Twitter.

Ocampo, de 69 anos e professor da Universidade de Columbia (Estados Unidos), é um prestigiado economista com larga experiência tanto na vida pública colombiana quanto em organizações internacionais e um nome que dá confiança aos mercados.

Desde antes da eleição de Petro, que ocorreu no último dia 19, sua nomeação para a pasta era dada como certa pela aproximação que tiveram nos meses anteriores, e até Ocampo foi um dos primeiros a parabenizar o presidente eleito e sua vice, Francia Márquez, na noite da vitória.

"Parabenizo Gustavo Petro e Francia Márquez por sua vitória eleitoral. Esperamos e devemos apoiar o acordo nacional que eles propuseram. É essencial superar as profundas divisões sociais e regionais que foram demonstradas nos últimos anos e neste processo eleitoral", disse na ocasião.

Ocampo é economista pela Universidade de Notre Dame (Estados Unidos) e iniciou sua vida pública como ministro da Agricultura em 1993, na presidência de César Gaviria, cargo que deixou no ano seguinte para chefiar o Departamento Nacional de Planejamento no governo de Ernesto Samper, de quem foi também ministro da Fazenda.

Entre 1998 e 2003, Ocampo foi secretário executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e até meados de 2007, foi secretário geral adjunto das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais.

Nos últimos anos, foi codiretor do Banco de la República, autoridade monetária da Colômbia.

Ocampo substituirá José Manuel Restrepo no Ministério da Fazenda a partir de 7 de agosto e é o segundo membro do gabinete anunciado por Petro, que no último sábado informou que o Ministério das Relações Exteriores será chefiado pelo veterano político conservador Álvaro Leyva Durán, para definir uma "Chancelaria para a Paz". EFE