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O presidente da Armênia, Armen Sarkissian, assinou nesta segunda-feira o decreto para nomear formalmente como primeiro-ministro Nikol Pashinyan, cuja coalisão "Im K'ayly" ("Meu Passo", em tradução livre do armênio) arrasou nas eleições parlamentares de 9 de dezembro com 70,44% dos votos, informou o Serviço de Imprensa do chefe de Estado armênio.

Sarkissian se reuniu na residência presidencial com Pashinyan para assinar o decreto, após receber a recomendação pertinente neste sentido da Assembleia Nacional.

"Desejo o melhor, sucesso e glória para a nossa pátria e para todo o povo armênio", afirmou o presidente, enquanto Pashinyan, que deve formar governo em um prazo de 15 dias, ressaltou que nas eleições "já ocorreu a principal mudança política que se antecipou na República da Armênia", segundo o site da presidência.

"O governo foi completamente devolvido ao povo e a democracia foi estabelecida na Armênia", que deve agora se fortalecer, disse o primeiro-ministro.

Pashinyan garantiu após sua vitória eleitoral em dezembro que um dos objetivos dos protestos já foi cumprido com a realização de eleições "realmente livres, transparentes e democráticas".

O político, que é o primeiro líder de um partido de oposição a chegar ao poder desde a independência da Armênia em 1991, terá com a maioria absoluta conquistada nas urnas o caminho livre para realizar a agenda que prometeu durante a "Revolução de Veludo", que ele liderou no segundo trimestre do ano passado.