EFEPequim

O presidente da China, Xi Jinping, reconheceu neste domingo diante dos principais líderes do país que a epidemia do coronavírus Covid-19 é a mais grave crise de saúde desde a fundação da República Popular da China, em 1949.

"É o que está se espalhando mais rapidamente, com os mais infectados e tem sido o mais difícil de prevenir e controlar", disse Xi, em uma reunião do Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCCh), o mais alto órgão governamental do país, de acordo com a televisão estatal.

O presidente pediu aos sete membros do Comitê Permanente e todas as instâncias e níveis do partido que continuem trabalhando "sem descanso" nos esforços de prevenção e controle e também no objetivo de retomar o trabalho e a produção no país "de uma forma mais ordenada".

"A nação chinesa passou por muitas provações em sua história, mas nunca foi esmagada. Em vez disso, ela se tornou cada vez mais determinada, crescendo e subindo diante das adversidades", afirmou ele.

Xi enfatizou que a situação da epidemia permanece "séria e complexa" e que "agora é um momento crucial para impedir sua propagação".

A reunião do Comitê Permanente, o mais alto nível desde o início da crise, ocorre um dia antes do órgão da Assembleia Popular Nacional (ANP) decidir amanhã sobre o possível adiamento da reunião anual da legislatura chinesa prevista para o dia 5 de março.

A ANP também deve estudar uma proposta para proibir o comércio de animais silvestres no país e o consumo de carne de caça, práticas que, segundo especialistas, provavelmente estão na origem do novo surto de coronavírus.

As mortes pela epidemia na China aumentaram nas últimas 24 horas para 97, atingindo 2.442 no total, enquanto 648 novos infectados foram registrados, totalizando 76.936, informou hoje a Comissão Nacional de Saúde do país asiático. EFE

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