EFECidade do México

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, descartou nesta segunda-feira aplicar novas restrições e fechar fronteiras devido ao surgimento da variante ômicron e ressaltou que "não há evidências" de que as vacinas são menos eficazes contra a nova cepa do coronavírus.

"Não, não temos esse prognóstico. Pensamos que fizemos muitos progressos na vacinação e que continuamos fazendo progressos. Vamos intensificar todo o programa de vacinação", respondeu o mandatário ao ser quesitondo durante entrevista coletiva matinal no estado de Oaxaca, no sul do país.

López Obrador explicou que o Ministério da Saúde dará mais detalhes na terça-feira, mas disse que não existe "informação sólida sobre se esta variante é mais perigosa do que as outras".

"Digo aos mexicanos que estamos realizando um acompanhamento, que não há elementos para se preocupar, não há razões de risco, de acordo com os relatórios que os especialistas me deram", comunicou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou na sexta-feira passada a variante ômicron como "uma variante de risco" e vários países aplicaram restrições de viagem para pessoas provenientes de alguns países africanos.

Especialistas da OMS disseram que a nova variante parece ser mais contagiosa do que as anteriores, embora ainda não haja dados para determinar se é mais ou menos resistente às vacinas contra a covid-19.

O México, que totaliza 294 mil mortes confirmadas por covid-19 e 3,9 milhões de casos, não implementou confinamentos obrigatórios nem fechou as fronteiras ao longo da pandemia. EFE