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O Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) prendeu neste domingo o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela (AN, Parlamento), o opositor Juan Guaidó, mas o liberou minutos depois, informaram à Agência Efe fontes ligadas ao parlamentar.

Guaidó dirigia-se a um colegiado aberto convocado pela Câmara no estado de Vargas, próximo a Caracas, quando foi interceptado por agentes do Sebin.

"Alertamos ao mundo e ao país que hoje, 13 de janeiro, um comando do Sebin interceptou o presidente da AN e desconhecemos seu paradeiro", diz uma mensagem publicada na conta de Guaidó no Twitter.

Minutos mais tarde deputados e dirigentes do Vontade Popular (VP), partido de Guaidó, informaram à Efe que o legislador foi liberado e que enviou uma mensagem às pessoas que o aguardam em Vargas para que não deixem o local.

Guaidó pediu na última sexta-feira apoio civil, militar e estrangeiro para assumir o comando do governo na Venezuela em vista da ilegitimidade que o Parlamento e boa parte da comunidade internacional atribuem ao chefe do Estado, Nicolás Maduro.

Maduro tomou posse na quinta-feira do seu segundo mandato de seis anos, depois de conseguir a reeleição em maio do ano passado em uma votação considerada fraudulenta e da qual o grosso da oposição não participou.

A Organização de Estados Americanos (OEA) e a União Europeia (UE) não reconhecem como legítimo o governo de Maduro.

A ministra de Serviços Penitenciários da Venezuela, Iris Varela, advertiu nesta semana a Guaidó que já tinha preparado para ele uma cela devido à sua intenção de provocar uma mudança de governo no país, algo que o chavismo vê como um plano golpista.