EFEJuba

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, convidou nesta terça-feira o principal líder da oposição, Riek Machar, que está no Sudão, a voltar ao país após o acordo para formar um governo de união nacional estipulado pelo pacto de paz.

"O líder, Salva Kiir, apresentou um convite a Machar para que volte à capital, Juba, antes de 12 de maio para realizar consultas importantes e necessárias para formar o governo transitório", disse à Agencia Efe o porta-voz do governo sul-sudanês, Ateny Wek Ateny.

Ele afirmou que Machar pode se sentir "seguro", já que a "maioria" dos líderes opositores voltaram sem problemas ao país.

Após um exílio de dois anos, Machar esteve no Sudão do Sul em outubro para participar da assinatura do acordo de paz firmado em agosto para pôr fim à guerra. No entanto, deixou novamente o país.

"A maioria dos líderes da oposição armada está agora no Sudão do Sul. Isto é um bom sinal para Riek Machar, sua segurança e proteção, até o anúncio do governo", acrescentou Ateny.

O acordo de paz estipula que o novo governo mantenha o poder por 36 meses, que seja presidido por Kiir e tenha como primeiro vice-presidente Machar, que foi seu principal inimigo na guerra.

O Sudão do Sul se tornou independente do Sudão em 2011 e dois anos depois entrou em um conflito civil provocado pela rivalidade entre Kiir e Machar, que então era vice-presidente do primeiro.

Em agosto de 2018, os dois assinaram um acordo de paz em Cartum para acabar com o conflito, que causou milhares de mortes e cerca de 2 milhões de deslocados forçados.

Na semana passada, o papa Francisco recebeu no Vaticano Kiir, Machar e outros líderes políticos do país, de maioria cristã, para um "retiro espiritual" e pediu para que cumpram o compromisso de paz assinado no ano passado.