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A promotoria da Suécia anunciou nesta terça-feira o encerramento da investigação preliminar por estupro contra o fundador do portal WikiLeaks, Julian Assange, alegando enfraquecimento das evidências e pela falta de base para uma acusação.

"A denunciante apresentou um relato crível e confiável, suas explicações são claras, longas e detalhadas. Mas acredito que as evidências perderam força a tal ponto que não há razão para continuar a investigação", disse a promotora Eva-Marie Persson, em entrevista coletiva.

A continuação da investigação e o interrogatório de Assange não implicariam uma mudança "decisiva" na situação probatória, o que não é suficiente para levantar uma acusação, disse a promotora.

Em maio, a promotora ordenou a reabertura do caso iniciado em 2010 e encerrado em 2017. Assange, preso em abril na Embaixada do Equador em Londres, após Quito retirar seu asilo diplomático, agora espera que o Reino Unido decida sobre sua extradição para os Estados Unidos.

No mês de junho, a Justiça sueca havia rejeitado o pedido de emissão de um mandado de prisão europeu, alegando que este não seria fornecido pois uma investigação criminal era insuficiente.

Porém, o Ministério Público continuou suas investigações e interrogou sete testemunhas, de acordo com Eva-Marie Persson.

Assange foi condenado em maio por um tribunal britânico a 50 semanas de prisão por violação das condições de liberdade condicional em 2012 e enfrenta um julgamento de extradição aos EUA em fevereiro, onde corre o risco de pegar uma pena de até 175 anos por acusações como espionagem e publicação de documentos classificados.

O processo da Suécia contra Assange, que se declara inocente e não foi formalmente acusado de nada, foi cercado de controvérsias sobre a força das denúncias e os motivos dos queixosos, vazamentos na mídia, substituições de promotores e a reabertura de um caso que foi inicialmente reduzido a uma contravenção.