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Milhares de pessoas foram às ruas do centro de Madri neste sábado para defender o direito de autodeterminação da região da Catalunha e para protestar contra o julgamento de 12 políticos independentistas catalães no Tribunal Supremo da Espanha.

O presidente regional da Catalunha, Quim Torra, vários integrantes de seu governo e de outros partidos soberanistas participaram do protesto, convocado por mais de 60 organizações sociais. O lema da manifestação é "autodeterminação não é crime".

Torra pediu que Espanha ouça os "gritos de liberdade" e de "independência" da manifestação convocada em Madri e fez um alerta.

"Não pararemos, nem seremos parados", advertiu.

Muitos dos manifestantes levaram bandeiras independentistas catalãs, urnas de votação e gritavam palavras de ordem em catalão, exigindo a liberdade dos líderes separatistas que foram presos após o referendo convocado há quase dois anos.

Pessoas de outras partes da Espanha também participaram do protesto por acreditar que o julgamento contra as lideranças catalãs é "político" e uma ofensa ao todo povo da Catalunha.

Mais de 500 ônibus vieram lotados da Catalunha para a capital espanhola devido à manifestação. Outros preferiram se deslocar a Madri de carro ou usando os trens de alta velocidade.

Mais cedo, pessoas contrárias à independência da Catalunha protestaram no centro de Madri.

O Tribunal Supremo da Espanha está julgando desde 12 de fevereiro os líderes independentistas catalães pela convocação e organização de um referendo de autodeterminação da região em outubro de 2017 e pela declaração em favor da independência unilateral da Catalunha.

O ex-presidente regional da Catalunha Carles Puigdemont e outros seis líderes independentistas estão foragidos no exterior há mais de um ano. Em julho do ano passado, eles foram acusados à revelia pelo Tribunal Supremo e são julgados em um caso separado.