EFEAktau (Cazaquistão)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente do Irã, Hassan Rohani, destacaram neste domingo a cooperação de seus países na luta contra o terrorismo na Síria durante uma reunião bilateral na V Cúpula do Cáspio, realizada na cidade de Aktau, no Cazaquistão.

"Temos um grande volume de cooperação sobre muitas questões do Cáspio e sobre a solução de crises agudas, incluindo a da Síria", disse Putin no início do encontro com Rohani.

Putin antecipou que o conflito na Síria seria o tema central do diálogo com Rohani, uma reunião que ocorre após a história assinatura da Convenção Sobre o Status Jurídico do Mar Cáspio pelos líderes de Rússia, Cazaquistão, Azerbaijão, Turcomenistão e Irã.

"Queria informá-lo sobre o andamento dos contatos com nossos sócios para tratar sobre este complexo assunto", disse Putin, em referência às negociações da Rússia com a Turquia e outros países para tentar encontrar uma solução definitiva para o conflito.

Já Rohani destacou que as vitórias do Exército sírio sobre o Estado Islâmico e outros grupos terroristas que atuam no país foram possíveis graças à cooperação entre Rússia e Irã.

"Todo o mundo foi testemunha de como, com a ajuda de Irã e Rússia, o Exército sírio pôde ter um papel importante na luta contra o terrorismo no interior do país", ressaltou Rohani.

"Nos últimos anos tivemos dois grandes sucessos. O primeiro é a cooperação do Irã, da Rússia e de outros países para conseguir consensos no acordo nuclear. O segundo sucesso é a cooperação entre Rússia, Irã e Turquia para instaurar a paz e a estabilidade na Síria", completou o presidente iraniano.

Pouco antes, durante discurso na Cúpula do Cáspio, Rohani destacou que os outros quatro países da região vão defender o acordo nuclear assinado pelo Irã com o chamado Grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França, mais Alemanha). Após chegar ao poder, o presidente americano Donald Trump tirou o país do pacto.

Rohani destacou que os países unidos pelo mar Cáspio se "pronunciaram contra as ações unilaterais que se desenvolvem atualmente por alguns países", em clara referência aos EUA. EFE

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