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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, revelou que precisará cumprir período de isolamento devido a detecção casos de covid-19 em seu entorno, segundo divulgou nesta terça-feira o Kremlin.

O chefe de governo divulgou a informação durante uma conversa por telefone com o presidente do Tadjiquistão, Emomali Rahmon.

Devido à quarentena que irá cumprir, Putin participará por chamada de vídeo das cúpulas de líderes da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OSTC) e da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), que serão realizadas neste fim de semana.

Nesta segunda-feira, o presidente russo mencionou durante uma reunião no Kremlin com atletas paralímpicos locais, que tinham sido detectados diversos casos de infecção pelo novo coronavírus em seu entorno.

"É necessário entender o que realmente está acontecendo com isso. Penso que deveria me isolar em breve. Temos muitos doentes", disse o chefe de governo, durante o encontro de ontem.

O porta-voz da presidência, Dmitry Peskov, afirmou hoje, em entrevista coletiva diária, que as reuniões bilaterais previstas para o fim de semana, durante as cúpulas que ocorrerão em Dusambe, capital do Tadjiquistão, não serão feitas por chamadas de vídeo.

"Foram adiadas para uma próxima ocasião", disse o representante do governo russo.

Além disso, Peskov explicou que o isolamento voluntário "não mudará nada", ao se referir à rotina de Putin, nem que será necessária a ativação de algum protocolo especial.

O porta-voz do Kremlin informou que o presidente está em bom estado de saúde e também que as pessoas do entorno que estão com covid-19 foram identificadas, embora não tenha divulgado os nomes.

"A quarentena não afeta diretamente o trabalho do presidente, simplesmente, por enquanto, ele não participará de atividades presenciais durante um tempo. Mas, isso não afeta a intensidade do trabalho dele", garantiu Peskov.

O encontro de que Putin teve ontem com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, aconteceu antes da tomada de decisão pelo isolamento, conforme explicou o porta-voz do Kremlin.

"Não foi colocada em perigo a saúde de ninguém", afirmou Peskov.

O presidente da Rússia foi vacinado em deste ano com a vacina Sputnik V, produzida no país, depois de evitar por mais de um ano participar de eventos presenciais, por temor de ser infectado pelo novo coronavírus. EFE

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