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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta quarta-feira um aumento de 10% no salário mínimo e nas pensões e aposentadorias do país, cujos cidadãos veem o impacto das sanções internacionais refletido em uma elevada inflação.

"Este ano tem sido difícil. Desde o início do ano a inflação acumulada é superior a 11%", disse Putin em uma reunião do Conselho de Estado.

Entretanto, Putin afirmou que isso "não significa de forma alguma que todas essas dificuldades estejam relacionadas a essa operação militar especial", que é como o Kremlin chama a guerra na Ucrânia.

O líder russo argumentou que países que não participam de uma campanha militar estão com o mesmo patamar inflacionário, como forma de se esquivar de qualquer culpa pela atual crise econômica.

Putin disse que a dinâmica da economia russa está "muito melhor do que alguns especialistas haviam previsto", já que, segundo ele, a taxa de desemprego "não está subindo" e "até caiu um pouco", para a faixa de 4%.

Com o aumento de 10%, válido a partir de 1º de julho, o salário mínimo chegará a 15.279 rublos por mês (R$ 1.227,13). Já as pensões e aposentadorias, que serão contempladas com o reajuste em 1º de junho, terão média de 19.360 rublos (R$ 1.554,90), de acordo com o ministro de Emprego e Proteção Social, Anton Kotiakov. EFE