Juba, 21 out (EFE) - O governo do Sudão e a aliança de grupos rebeldes Frente Revolucionária assinaram nesta segunda-feira um acordo que estabelece um cessar-fogo e um roteiro de sete pontos para alcançar a paz no país, após uma semana de negociações em Juba, capital do Sudão do Sul.

O acordo estipula uma cessação de hostilidades entre ambas as partes e inclui uma declaração de princípios gerais para obter "a paz global e sustentável" no Sudão,

O texto foi assinado por Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemeti e representante do Conselho Soberano do Sudão, e Hadi Idriss, líder da Frente Revolucionária, com a intermediação do presidente sul-sudanês, Salva Kiir.

Também assinaram o pacto nove líderes dos grupos que compõem a Frente Revolucionária, que inclui movimentos armados das regiões sudanesas de Darfur, Cordofão do Sul e Nilo Azul.

A declaração de princípios contempla o compromisso da Frente com a criação de um comitê de nove membros que se encarregue de libertar os prisioneiros e abrir corredores humanitários nas zonas afetadas pelo conflito.

O líder dos rebeldes disse que a Frente Revolucionária se compromete a chegar a uma "paz justa e global", enquanto o presidente sul-sudanês ressaltou a importância deste acordo para o jovem país (se tornou independente em 2011) que comanda.

"Se não alcançarmos a paz no Sudão, o Sudão do Sul sofrerá também, por isso queremos tirar os dois países desta crise", expressou Kiir após a assinatura da declaração de princípios.

Na semana passada, o governo sudanês e o Movimento de Libertação Popular do Sudão - Setor Norte (MPLS-N), a outra grande facção rebelde do país, realizaram conversas, também em Juba, para chegar a um acordo de princípios, que precisou ser adiado porque os rebeldes acusaram o governo de atacar seus integrantes.