EFEBangcoc

O regente do estado de Pahang, Tengku Abdullah, desponta como favorito para ser o próximo rei da Malásia, após a abdicação de Muhammad V de forma inesperada no último dia 6 de janeiro, informaram neste domingo meios de comunicação locais.

Abdullah, que será proclamado sultão de Pahang na próxima terça-feira em substituição do seu pai doente, é o principal candidato ao trono da Malásia, que usa um sistema rotatório a cada cinco anos entre os nove sultões do país.

Muhammad V, sultão de Kelantan, de 49 anos, anunciou de surpresa, e sem dar uma razão, sua renúncia à coroa após dois anos no trono.

Sua renúncia aconteceu depois de ter se casado com a miss russa Oksana Voevodina, de 25 anos, em uma cerimônia em novembro em Moscou.

Dias depois, pelo menos três pessoas foram detidas por publicar comentários insultantes contra Muhammad V no Facebook e no Twitter, e serão processadas sob a lei de insurreição, que prevê penas de entre cinco e 20 anos de prisão.

O governo malaio anunciou, além disso, uma nova lei para proteger a monarquia de insultos e ataques e "garantir que os soberanos estejam protegidos de calúnias infundadas e de ataques de pessoas irresponsáveis", segundo disse na quinta-feira passada Liew Vui Keongel, ministro do departamento do chefe de governo.

Um conselho dos sultões malaios, junto com quatro governadores de estados sem família real, se reunirá no dia 24 de janeiro para decidir quem deles assume a chefia do Estado, cargo para o qual será proclamado em 31 de janeiro.

O monarca tem um cargo protocolar e de representação do país em atos oficiais, embora exerça influência moral, sobretudo entre a população malaio-muçulmana.

Abdullah, de 59 anos, é o quarto filho (o mais velho do sexo masculino) do sultão Ahmad Shah, de 88 anos.

O regente estudou na Universidade de Oxford, no Reino Unido, e é presidente da Federação Asiática de Hóquei, assim como membro do Conselho da Fifa.

A linhagem dos sultões da Malásia remonta aos sultanatos malaios do século XV.