EFEAktau (Cazaquistão)

O presidente do Irã, Hassan Rohani, destacou neste domingo que os quatro países que, além do seu, compartilham o Mar Cáspio - Rússia, Cazaquistão, Azerbaijão e Turcomenistão - vão defender o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, sigla em inglês), conhecido como acordo nuclear, do qual o governo americano se retirou.

"Os países do Cáspio destacam a defesa do JCPOA como um acordo internacional valioso", disse ele, em discurso na 5ª Cúpula do Cáspio, que acontece em Aktau, no Cazaquistão.

O iraniano destacou que os países unidos pelo maior lago do mundo "se pronunciam contra as ações unilaterais que alguns desenvolvem atualmente", em alusão aos Estados Unidos. O acordo nuclear, acrescentou, também reforça a cooperação regional e as relações entre os cinco Estados cujos líderes assinarão hoje a convenção sobre o status jurídico dessa região.

Foram mais de duas décadas de negociações para que um acordo fosse alcançado, entre outros motivos, devido à relutância do Irã, que, como seu governante enfatizou hoje, considera que um de seus aspectos fundamentais ainda não foi fechado.

"Na nossa opinião, a Convenção sobre o Cáspio proposta para assinatura não estabelece definitivamente as linhas de delimitação, por isso as negociações entre os países devem continuar. Será necessário um acordo extra sobre este assunto", afirmou.

Ele aproveitou para reforçar que o documento elaborado estabelece que os países alheios ao Cáspio não poderão ter presença militar nas suas águas.

"Qualquer construção de bases militares ou presença de navios militares estrangeiros no Cáspio fica proibida. Demos um passo muito importante", afirmou Rohani.

O encontro de hoje serve para referendar os princípios que regerão a atividade dos países banhados pelo Mar Cáspio, assim como os assuntos relativos à delimitação das águas territoriais, o fundo, navegação, preservação do meio ambiente e segurança.