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O presidente do Irã, Hassan Rohani, acusou nesta sexta-feira os Estados Unidos de dar nos últimos anos passos que ameaçam a estabilidade no mundo.

"Nos últimos dois anos, o Governo dos EUA, violando todas as normas internacionais e usando suas capacidades econômicas, financeiras e militares, vêm colocando em prática um enfoque agressivo e representa uma séria ameaça para a estabilidade na região e no mundo", disse Rohani em Biskek, capital do Quirguistão.

O presidente iraniano, que participa da cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês), comentou assim a política americana, sem se referir diretamente ao aumento das tensões por causa do ataque contra dois navios-tanque no mar de Omã, do qual Washington acusa a República Islâmica.

No seu discurso, Rohani também falou da saída de Washington do Plano de Ação Conjunto assinado pelo Irã e seis grandes potências em 2015 para pedir aos demais integrantes do pacto (China, França, Reino Unido, Alemanha e Rússia) que continuem cumprindo suas obrigações.

Neste sentido, ele denunciou que os EUA não só se retiraram unilateralmente do acordo, mas também fazem pressão sobre do demais países para que "descumpram a resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU que prevê a normalização das relações econômicas com o Irã".

O presidente iraniano encorajou os países da SCO (Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão, Tadjiquistão, Índia, China e Paquistão) a investir no Irã, e afirmou que o Governo está disposto a conceder "vantagens" a companhias desta organização para realizar atividades econômicas no país, que possui o status de observador no bloco.