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O ministro da Defesa da Rússia, Serguei Choigu, anunciou nesta sexta-feira a completa rendição da resistência ucraniana na usina siderúrgica da Azovstal, em Mariupol, depois que os últimos 531 combatentes que estavam no local se entregaram.

Segundo o porta-voz da pasta, Igor Konashenkov, entre os últimos a se renderem estão os comandantes do Batalhão Azov, regimento nacionalista que foi integrado ao exército da Ucrânia e que, segundo o governo da Rússia, é formado por criminosos de guerra.

De acordo com Konashenkov, o comandante do Batalhão Azov, foi evacuado em um blindado. O general, contudo, não divulgou o nome do combate ucraniano.

A expectativa é que se trate de Denis Prokorenko, que na manhã desta sexta-feira, em um vídeo, expressou confiança de que os integrantes da resistência em Azovstal fossem envolvidos em troca por prisioneiros de guerra russos.

Konashenkov também não deu detalhes sobre o destino dos combatentes ucranianos que estavam na usina siderúrgica.

Anteriormente, uma parte dos combatentes de Azovstal havia sido levada para o território russo, enquanto outra para áreas controladas pelas milícias pró-russas que comandam a província de Donetsk.

Desde o último domingo, se entregaram 2.439 combatentes ucranianos, em grande parte, integrantes do Batalhão Azov, apontam fontes russas.

Pela manhã, Choigu havia informado a evacuação de 177 civis da usina, incluindo 85 mulheres e 47 menores de idade. Todos estavam abrigados nas instalações, que sofreu fortes ataques por semanas. EFE