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Os casos da Covid-19 ultrapassaram mil na Rússia, onde até agora ocorreram três mortes pela doença, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira pelas autoridades locais.

"Nas últimas 24 horas, os casos confirmados de infecção pelo coronavírus são 196, registrados em 16 regiões do país", diz o comunicado acordo com o comunicado diário do gabinete de crise divulgado pelo governo para lidar com a pandemia.

Com esses novos dados, o total de casos relatados da Covid-19 é de 1.036, dos quais 703 ocorreram em Moscou, assim como as três mortes.

Por ordem do prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, desde ontem até o dia 14 de abril, todas as pessoas com mais de 65 anos devem permanecer em casa.

Essa medida também se estende àqueles que sofrem de doenças crônicas, como diabetes, asma ou insuficiência cardíaca.

Estima-se que cerca de 1,9 milhão de moscovitas devam cumprir essa quarentena obrigatória.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou feriado nacional a partir da próxima segunda-feira até o dia 4 de abril para "diminuir a velocidade de propagação" do novo coronavírus.

Com essas férias forçadas, que serão pagas pelos empregadores, os russos acrescentarão, com este e no próximo fim-de-semana, um total de nove dias sem ir trabalhar, com a consequente redução do risco de contágio.

"Os dias de folga não são férias, mas uma medida importante para impedir a Covid-19", disse o prefeito de Moscou, que reforçou as restrições após o decreto de Putin na esperança de "maximizar" o efeito "desta oportunidade".

Como resultado, restaurantes, cafés, bares, cantinas e outros estabelecimentos suspenderão suas atividades em Moscou, com exceção dos serviços de entrega em domicílio.

Serviços médicos, de reabilitação, assistência a idosos e necessitados, transporte, serviços bancários e de seguros, serviços comunitários e funerários, entre outros, continuarão em operação.

Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin alertou hoje que, para impedir a propagação do coronavírus, as "medidas drásticas" impostas pelas autoridades devem ser cumpridas.

"Nossa tarefa comum não é permitir a propagação do vírus em todo o país. Nesta situação, o presidente e o governo são obrigados a tomar medidas necessárias e até drásticas, que só terão efeito se apoiarmos e cumprirmos todos e cada um de nós, para não agravarmos a situação", explicou.

No entanto, várias empresas locais já começaram a sentir o impacto da crise causada pelo coronavírus e reduziram os salários de seus funcionários.

Uma em cada três empresas já começou a implementar esta medida, e mais empregadores estão pensando em fazê-lo em um futuro próximo, de acordo com uma pesquisa do Centro de Pesquisa Estratégica. EFE

bsi/phg