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A explosão ocorrida nesta quarta-feira em um centro de ensino na Crimeia, que deixou dez mortos e 50 feridos, poderia ser um atentado, informou o governo da Rússia.

"Esta hipótese está sendo analisada", confirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, aos veículos de imprensa russos.

Minutos antes, o Comitê Nacional Antiterrorista da Rússia atribuiu a explosão no instituto educativo na cidade de Kerch à detonação de uma "bomba".

Segundo fontes de emergência, os feridos no incidente apresentam lesões causadas pela onda expansiva da detonação e o número de mortos pode aumentar.

O presidente russo, Vladimir Putin, ofereceu suas condolências aos familiares das vítimas, segundo Peskov.

As autoridades abriram uma ação penal para esclarecer as causas da tragédia que, em um primeiro momento, foi atribuída a uma explosão de gás dentro do centro de ensino.

Segundo algumas fontes, depois da explosão também foram ouvidas rajadas de fuzil.

Nos trabalhos de resgate dos feridos participaram alunos do centro e pessoas que passavam pelo local, segundo as testemunhas citadas pelos veículos de imprensa russos.

Também compareceram ao local da tragédia agentes do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, na sigla em russo).