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O parlamento da Rússia aprovou nesta quarta-feira uma lei que retira o limite de idade para servir nas Forças Armadas, uma medida tomada em meio à ofensiva militar que o país realiza na Ucrânia.

A lei, proposta pelo partido Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, foi aprovada em primeira, segunda e terceira leituras pela Duma, câmara baixa do Parlamento, e depois pelo Senado.

Segundo os autores do texto, o objetivo é permitir que cada pessoa em idade de trabalho assine seu primeiro contrato profissional com as Forças Armadas.

Os deputados pró-governo explicam que o uso de armas de precisão e pesadas requer "especialistas altamente qualificados", cuja idade geralmente gira em torno de 40 a 45 anos de idade.

O Rússia Unida espera que a nova lei torne possível atrair especialistas civis, desde engenheiros até técnicos de comunicação e médicos, para servir nas forças.

Atualmente, o limite de idade para assinar um primeiro contrato com o exército russo é de 18 a 40 anos, e para os estrangeiros é de 18 a 30 anos.

Os deputados do partido explicaram que existem especialistas interessados em trabalhar na Ucrânia, mas até agora não podiam ser chamados porque a lei não o permitia.

Além disso, eles negaram que a adoção da lei signifique, na realidade, uma "mobilização virtual" da população, tendo em vista o conflito na Ucrânia.

A inteligência britânica informou recentemente que a Rússia pode ter perdido tantos soldados - mais de 15 mil - desde o início da invasão ao território ucraniano, em 24 de fevereiro, quanto o exército soviético na guerra no Afeganistão, de 1979-89. EFE