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O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, defendeu nesta quarta-feira o diálogo para resolver a crise separatista da Catalunha, com respeito à Constituição.

Sánchez destacou a aposta em dialogar em vez de confrontar durante o balanço que fez dos seus sete meses de governo.

"O governo reivindica a Constituição, mas com um olhar amplo, não estreito. A Constituição não é patrimônio de nenhuma ideologia, nem partido, mas é de todos os homens e mulheres que formam a Espanha", disse o líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

O chefe do governo da Espanha, que na semana passa tentou restabelecer o diálogo político com o presidente da Catalunha, Quim Torra, defendeu que a política seja feita "com moderação", uma resposta às críticas do Partido Popular (PP) e do Ciudadanos, ambos de oposição, que classificaram o encontro como "vergonhoso".

Sobre a estabilidade política da Espanha, Sánchez disse que a "vocação" do seu governo é concluir o mandato em 2020 para "consolidar a mudança dos últimos sete meses". No entanto, o presidente do Governo reclamou das dificuldades que têm enfrentado no Congresso nos debates sobre o orçamento para o próximo ano.

Sánchez disse que fez mais em sete meses pela justiça social, pela modernização econômica e pela recuperação política do que o PP, que governou o país com Mariano Rajoy entre 2011 e junho de 2018.

O líder do PSOE chegou ao poder em junho após a aprovação de uma moção de censura contra o governo de Rajoy. No entanto, Sánchez está em minoria parlamentar, já que seu partido tem apenas 84 dos 350 deputados que formam a Câmara.

O presidente do Governo afirmou no discurso que a vitória dessa moção de censura, a primeira desde o retorno da democracia à Espanha na década de 1970, abriu um "novo tempo de renovação democrática e estabilidade social e democrática" no país. EFE

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