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O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciará nesta sexta-feira após a reunião do Conselho de Ministros se convoca ou não eleições antecipadas, segundo informaram fontes do Executivo, depois da rejeição da proposta do Orçamento de 2019 pelo Congresso nesta segunda-feira.

O Governo socialista de Sánchez, no poder desde junho do ano passado após ganhar uma moção de censura parlamentar contra o Executivo do conservador Partido Popular, está em minoria, já que seu partido (PSOE) conta apenas com 84 dos 350 deputados da Câmara, por isso que necessita do apoio de outros grupos.

Na votação de hoje, rejeitaram o orçamento tanto os partidos de centro-direita (PP, Ciudadanos) como os independentistas catalães (PDeCAT e ERC), sendo que estes últimos apoiaram os socialistas na moção de censura.

"O presidente do Governo se reunirá com o Conselho de Ministros e decidirá", disse hoje o ministro das Relações Exteriores, Josep Borrell, enquanto o número dois do PSOE e ministro de Fomento, José Luis Ábalos, comentou que haverá "notícias em breve".

A decisão de uma antecipação eleitoral na Espanha corresponde ao presidente do Governo mas, segundo a Constituição, antes é necessária uma deliberação no Conselho de Ministros.

A principal data ventilada entre os socialistas para as eleições é 28 de abril, frente aos que defendem 14 de abril, um dia simbólico na Espanha, já que é aniversário da proclamação da última república, em 1931.

A possibilidade de o presidente coincidir as eleições com os pleitos municipais, autônomos e europeus de 26 de maio conta neste momento com pouco apoio dentro do PSOE.

Alguns cargos públicos do Partido Socialista opinam que Sánchez não deveria antecipar o pleito diante de um incerto resultado eleitoral, já que pode seguir governando com reais decretos e os orçamentos prorrogados do anterior governo de Mariano Rajoy.