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O presidente do Governo da Espanha interino, Pedro Sánchez, pediu nesta quarta-feira aos principais partidos da oposição que "abandonem o bloqueio" e "permitam que um governo progressista seja estabelecido" mais de quatro meses após as últimas eleições.

Em sua aparição no Congresso para relatar as últimas cúpulas da União Europeia, Sánchez deu um exemplo do consenso alcançado para a distribuição institucional da UE para fazer essa reivindicação às forças políticas do Congresso.

Ontem, após novo fracasso das negociações entre seu partido, o Socialista (PSOE), e a coalizão Unidas Podemos (UP), Sánchez não se referiu a esse assunto, mas reiterou seu pedido às partes que permitam a formação do governo.

Nas eleições de 28 de abril, o PSOE foi o claro vencedor, mas sem a maioria necessária para formar governo, e desde então não consegue chegar a um acordo nas negociações.

Se os partidos espanhóis não chegarem a um acordo permitindo que Pedro Sánchez tome posse para um novo mandato antes do próximo dia 23, a Espanha teria que realizar novas eleições legislativas, no dia 10 de novembro, que seriam as quartas em menos de quatro anos.

Sánchez enfatizou hoje que a Espanha precisa lidar com "grandes transformações" e por isso é "imprescindível que se inicie a legislatura".

O líder socialista espanhol pediu aos principais partidos da oposição - sem citar algum deles - que "abandonem o bloqueio" e permitam um "governo progressista", pois, enfatizou, é o que os eleitores pediram nas eleições de abril.