EFENova Délhi

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, se reuniu nesta quarta-feira em Nova Délhi, na Índia, com representantes do governo do Tibete, em um pouco habitual encontro dos americanos com representante do Dalai Lama, o que pode provocar reação da China.

A confirmação da reunião foi feita hoje à Agência Efe pelo Escritório da Administração Central Tibetana, que fica na capital indiana. Não foram divulgados os nomes dos representantes do governo do Tibete que estavam no encontro.

No Twitter, o secretário de Estado mencionou ter se reunido com membros da sociedade civil, enquanto se supõe que o compromisso foi com líderes budistas.

Em uma série de fotos publicadas pelo próprio Blinken na rede social, é possível identificar no encontro a Geshe Dorji Damdul, diretor de um centro cultural tibetano em Nova Délhi, além de outras pessoas.

"Tive o prazer de me encontrar hoje com líderes da sociedade civil. Estados Unidos e a Índia compartilham um compromisso com os valores democráticos; isto é parte da base de nossa relação e reflete a sociedade pluralista e a história de harmonia da Índia", escreveu o secretário de Estado, ao fazer postagem no Twitter.

O encontro de integrante do governo dos EUA com representante do Dalai Lama, máximo líder espiritual dos tibetanos e que está exilado na Índia, poderia comprometer as relações com a China, que considera que o Tibete é uma parte inseparável do país.

Existe o argumento, no entanto, que o Tibete foi, durante muito tempo, uma região virtualmente independente até ser ocupado por tropas do regime comunista chinês, em 1951.

O Dalai Lama está exilado na Índia desde 1959, quando atravessou a pé o Himalaia, após uma fracassada revolta popular em Lhasa contra o domínio da China.