EFENairóbi

Supostos integrantes do grupo jihadista Al Shabaab, acusados do sequestro de dois médicos cubanos em 12 de abril na cidade de Mandera, no Quênia, querem o pagamento de quase US$ 1,5 milhão de resgate, informaram nesta quinta-feira anciãos envolvidos nas negociações.

O pedido foi anunciado por vários anciãos de Mandera e de Beled Hawo, na Somália, que foram à remota região de Jubalândia, controlada pelo Al Shabab.

Lá, entre os povoados somalis de Buaale e El Adde, segundo a imprensa local, estão os dois médicos, vivos e trabalhando com a população.

Na sociedade somali, os anciãos são muito respeitados e encarregados de interceder para resolver problemas complexos dentro e entre as comunidades.

"Não vão libertá-los a menos que seja paga uma recompensa, essa é a verdade. E aí é que os anciãos entram em jogo", disse à Agência Efe o analista Abdullahi Abdille, da organização International Crisis Group (ICG), Abdullahi Abdille.

No entanto, o governo do Quênia tem se mostrado contrário a qualquer pagamento que possa fomentar novos sequestros.

O cirurgião Landy Rodríguez e o médico generalista Assel Herrera iam para o Hospital de Mandera com escolta quando foram abordados por homens armados, que mataram um policial.