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O chefe do Governo do Acordo Nacional (GNA) da Líbia, Fayez al Serraj, confirmou nesta quinta-feira que participará da cúpula internacional sobre o futuro do país, que será realizada no próximo domingo, em Berlim.

"Participaremos da conferência de Berlim", disse Serraj durante um encontro com líderes políticos e militares antes de explicar que assinou o acordo em Moscou porque o via como "um primeiro passo para resolver a crise, pondo fim ao derramamento de sangue e preservando vidas".

O GNA, que é reconhecido pela comunidade internacional, assinou o acordo de cessar-fogo, ao contrário do rival Exército Nacional Líbio (LNA, na sigla em inglês), comandado pelo general Khalifa Haftar, que ainda não confirmou presença na cúpula, embora tenha nesta quinta-feira uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, recém-chegado a Benghazi.

A ONU informou que a Conferência de Berlim pretende acabar com as divisões internacionais e a interferência estrangeira na Líbia.

Neste contexto, Serraj deixou claro em discurso que os europeus estão chateados com o papel turco-russo e disse que "não tomaram uma posição prática positiva" durante os últimos nove meses de hostilidades.

A reunião de Berlim foi convocada na semana passada pela chanceler Angela Merkel e pelo presidente russo, Vladimir Putin, após mais de dez meses de combates que já deixaram 1.500 mortos - quase 300 civis líbios -, mais de 15.000 feridos e quase 100 mil deslocados.