EFESantiago (Chile)

Autoridades do Chile e executivos do laboratório chinês Sinovac, responsável por fabricar a vacina contra a Covid-19 CoronaVac, visitaram um terreno localizado a 28 quilômetros da cidade de Antofagasta nesta sexta-feira para avaliar a opção de montar no local uma fábrica para fabricar o imunizante contra o coronavírus.

A delegação foi chefiada pelos ministros da Saúde do Chile, Enrique Paris, Patrimônio Nacional, Julio Isamit, e Economia, Lucas Palacios, e pelo vice-presidente da Sinovac, Se Weng Weining, de acordo com um comunicado do governo.

O local visitado é um dos vários que estão sendo avaliados, tanto na região de Antofagasta quanto em Santiago, com o objetivo de que durante este ano o terreno e as características do laboratório, cuja construção está prevista para o final do próximo ano e em 2023, esteja em operação.

"Hoje estamos no terreno para apoiar uma iniciativa que consideramos essencial para continuar enfrentando a pandemia com as melhores ferramentas possíveis", declarou Isamit.

O terreno visitado hoje está localizado no extremo norte de Antofagasta e corresponde à continuação de um parque industrial consolidado, com a presença de importantes plantas de produção na primeira linha, um centro de armazenamento de grande escala como um megacentro, bem como instalações de pequena e média indústria na segunda linha, orientadas para as atividades de mineração e serviços da região.

"Agora há uma oportunidade de gerar um novo polo de desenvolvimento, que é o desenvolvimento tecnológico, a pesquisa e a inovação. Este investimento é de 60 milhões de dólares, que poderia ser realizado muito rapidamente, com uma capacidade de produção de 50 milhões de doses de vacinas por ano", destacou Palacios.

A pandemia da Covid-19 vem perdendo forças no Chile, onde no último mês houve uma queda drástica de novas infecções e uma diminuição no número de pacientes internados em unidades de terapia intensiva - até ontem, eram 1.873.

A melhoria é paralela a um dos processos de vacinação mais bem sucedidos do mundo. Até agora, 85% da população-alvo recebeu uma dose, enquanto 78% completou o processo de imunização.