EFEIslamabad

Pelo menos 128 pessoas morreram e 122 ficaram feridas nesta sexta-feira em um atentado a bomba causado por um terrorista suicida - e cuja autoria foi reivindicada pelo grupo Estado Islâmico (EI) - durante um comício eleitoral na província do Baluchistão, no oeste do Paquistão.

Os números foram confirmados à Agência Efe pelo ministro da Saúde da província, Faiz Kakar, e a polícia local.

O atentado aconteceu quando um terrorista detonou as bombas que carregava durante um comício do político Siraj Raisani, do Partido Nacionalista Awami (ANP), em um mercado no distrito de Mastung.

"O criminoso estava sentado entre as pessoas (que assistiam ao ato) e detonou as bombas que estavam com ele ao final do evento", disse o porta-voz da Polícia de Mastung, Sana Ullah.

Grande parte dos feridos foi levada a hospitais da capital provincial, Quetta, que fica a 35 quilômetros do local do atentado. De acordo com Muhammed Ramzan, porta-voz da polícia nesta cidade, todas as unidades foram colocadas em estado de emergência.

O próprio Siraj Raisani, que fazia o comício e concorreria nas eleições gerais do próximo dia 25 a deputado da Assembleia Parlamentar da província, foi morto no ataque. Segundo um dos irmãos da vítima, Lashkari Raisani, um filho do político também morreu em um atentado terrorista em 2011.

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do ataque em um comunicado divulgado pela agência de notícias "Amaq", com a qual tem ligação.

Este foi o segundo atentado do dia durante um comício eleitoral no Paquistão. Na primeiro, ocorrido na cidade de Bannu, na província de Khyber Pkhtunkhwa, quatro pessoas morreram e 19 ficaram feridas. Aparentemente, o ataque tinha como alvo Akram Khan Durrani, ex-ministro de Habitação do país, que escapou ileso.

No último dia 10, pelo menos 20 pessoas morreram e 60 ficaram feridas em um atentado também em Khyber Pakhtunkhwa, no qual morreu o político Haroon Bilour.

O Paquistão realizará eleições gerais no dia 25 de julho, que devem contar com a participação de 105 milhões de cidadãos, segundo dados da Comissão Eleitoral Nacional.