EFEJacarta

As autoridades da Indonésia elevaram nesta sexta-feira para 321 o número de mortos e mantiveram em 270.168 os deslocados pelo terremoto de magnitude 6,9 que castigou no domingo a ilha de Lombok e suas réplicas posteriores.

O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB, na sigla em indonésio), Sutopo Purwo Nugroho, advertiu em comunicado que o número de vítimas mortais ainda vai aumentar mais pois há relatos de outras mortes que não foram incluídas no último balanço porque estão em processo de verificação.

A região norte de Lombok é a mais atingida com 273 mortes, seguida de Lombok Ocidental, com 26; Lombok Oriental, com 11; Mataram, com sete; Lombok Central, com duas; e Denpasar, capital da ilha vizinha de Bali, também com duas.

"Espera-se que o número de deslocados também aumente porque o registro dos mesmos não foi feito de forma adequada", acrescentou Sutopo.

Além das vítimas e deslocados, foram destruídas ou danificadas 67.857 casas, 468 escolas, seis pontes, 50 lugares de oração, 20 escritórios, 15 mesquitas e 13 hospitais.

O cálculo provisório dos danos feitos pela BNPB ronda 3 trilhões de rupias (cerca de 181 milhões de euros).

Sutopo detalhou que a assistência humanitária e voluntários continuam chegando à ilha, onde operam "centenas de ONGs e organizações comunitárias".

"A assistência que chega é distribuída imediatamente nos acampamentos de deslocados", afirmou o funcionário indonésio.

As equipes de busca e resgate seguem com as operações para encontrar mais sobreviventes e corpos sob os escombros dos edifícios.

Lombok sofreu mais de 451 réplicas desde o terremoto de magnitude 6,9 de domingo, algumas delas fortes, como a de magnitude 5,9 que sacudiu a ilha na quinta-feira.

A Indonésia está localizada no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma região de grande atividade sísmica e vulcânica na qual, a cada ano, são registrados cerca de 7 mil terremotos, a maioria moderados.