EFEKinshasa

Cerca de 1,5 mil pessoas morreram em consequência do sarampo desde o começo do ano na República Democrática do Congo (RDC), país que ontem declarou uma epidemia da doença em todo território nacional, segundo informaram nesta terça-feira à Agência Efe fontes do Ministério da Saúde do país.

"Houve um atraso nas operações de vacinação, o que provocou esta situação, mas foram enviados reforços ao terreno", disse à Agência Efe a porta-voz do Ministério da Saúde, Jessica Ilunga.

Desde janeiro, cerca de 87 mil casos da doença foram registrados em 23 das 26 províncias deste país, o maior da África Subsaariana, tanto em zonas rurais como urbanas.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) advertiu em comunicado que a epidemia pode se transformar na mais "letal" desde o ressurgimento da doença em 2011-2012 no país.

"Sem uma mobilização em massa e imediata, é provável que esta epidemia seja a mais mortal desta década", reiterou MSF em sua conta no Twitter.

"Dada a magnitude da epidemia, são necessários mais recursos e atores. E é urgente garantir um fornecimento estável de vacinas contra o sarampo", ressaltou a coordenadora da MSF na RDC, Rachel Seguin.

A doença já causou neste ano mais mortes na República Democrática do Congo do que o surto de ebola, que afeta desde 1º de agosto do ano passado o nordeste do país, onde 1.390 pessoas morreram, segundo a última apuração das autoridades.