EFEWashington

O principal suspeito de matar seis pessoas e ferir outras 25 em um ataque a tiros nesta segunda-feira na cidade de Highland Park (Illinois, Estados Unidos) durante um desfile de 4 de julho foi preso pelas autoridades, segundo informou o chefe de polícia da cidade, Lou Jogman.

"Vamos ter que conectar (o detido) com a cena do crime, queremos seguir o processo adequado", disse Jogmen, explicando que o detido é Robert Crimo, cujo nome e imagem as autoridades revelaram como "pessoa de interesse" relacionada ao crime, embora ainda não seja considerado oficialmente um suspeito.

Jogmen explicou aos repórteres que Crimo agora será interrogado pela polícia para determinar sua conexão com o tiroteio e que, se tudo correr sem incidentes, não haverá mais atualizações para a imprensa até amanhã.

"A menos que algo significativo aconteça esta noite, vamos deixar o processo continuar", declarou o policial.

Mesmo assim, Jogmen quis deixar bem claro que isso não significa que a investigação acabou, uma vez que ainda estão coletando informações sobre o ataque, e pediu a qualquer indivíduo com vídeos ou dados de interesse que entre em contato com as autoridades.

“Estamos mais tranquilos por ter uma pessoa de interesse sob custódia, mas, novamente, continuaremos atendendo a tudo o que chegar até nós”, assegurou o chefe de polícia local.

Jogmen explicou ainda que o suspeito foi preso "sem incidentes" após uma breve caçada humana envolvendo agentes locais, estaduais e federais.

Por outro lado, a polícia ainda não sabe o motivo do ataque.

Um homem identificado pelas autoridades como um jovem de entre 18 e 20 anos abriu fogo de um telhado usando um "rifle de alto calibre" contra a multidão reunida para assistir a um desfile do Dia da Independência na cidade de Highland Park, perto de Chicago (Illinois).

Os tiros deixaram pelo menos seis pessoas mortas e 25 feridas, de acordo com autoridades de saúde locais.

Até agora, neste ano, houve 310 tiroteios em massa - aqueles envolvendo quatro ou mais pessoas, além do atirador - nos Estados Unidos. EFE