EFEAtenas

O ex-primeiro-ministro grego Alexis Tsipras confirmou nesta quinta-feira que o partido do qual é líder, o esquerdista Syriza, apoiará a magistrada Ekaterini Sakelaropulu, candidata indicada pelo governo para o cargo de presidente da República, respaldo que garante a ela a eleição na primeira votação.

"Vamos contribuir para a eleição da presidente com uma ampla maioria, como merece qualquer pessoa que assuma a enorme responsabilidade de ser a expressão da unidade do povo pelos próximos cinco anos", disse Tsipras.

A votação está marcada para o dia 22, quando tanto o Syriza como o Nova Democracia votarão, conforme anunciaram, em Ekaterini Sakelaropulu - atualmente presidente do Supremo Tribunal Administrativo -, que se tornará a primeira mulher a presidir a Grécia.

Tsipras ressaltou o valor de Sakelaropulu, a qual descreveu como "uma juíza muito boa que sempre defendeu com convicção a Justiça, os direitos humanos e a natureza não confessional do Estado", e lembrou que foi o seu governo que a nomeou presidente do Supremo Tribunal Administrativo em outubro de 2018. Ela foi a primeira mulher a dirigir a instituição.

Os 158 assentos do partido Nova Democracia, juntamente com os 86 assentos do Syriza, somam 244, número que excede em muito os 200 votos que Sakelaropulu precisa para ser eleita.

"Agradeço ao primeiro-ministro por me nomear candidata à presidência. Essa nomeação honra a justiça das mulheres gregas contemporâneas", disse a juíza após a nomeação ter sido anunciada.

Esta é a primeira vez que um partido no governo não propõe a reeleição de um presidente do próprio grupo, o que, segundo analistas, se deve às fracas relações entre o primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, e o atual chefe de Estado, Prokopis Pavlopulos.

Apesar de apoiar Sakelaropulu, o líder do Syriza disse que a decisão de não propor Pavlopulos para um segundo mandato é "um erro grave" porque ele é "um presidente bem-sucedido num momento tão crítico para questões de interesse nacional".

Desde que Mitsotakis indicou Sakelaropulu, na noite de quarta-feira, apenas o partido comunista KKE está contra a candidatura. EFE

am-yc/vnm