EFEGenebra

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, considerou nesta quinta-feira que o retorno dos Estados Unidos à agência, anunciado pelo novo governo Joe Biden, "um grande dia para esta organização, e para a saúde global".

O cancelamento dos planos de saída da OMS, após ameaça feita pelo agora ex-presidente americano Donald Trump, juntamente com a anunciada incorporação dos EUA ao Covax, programa de distribuição da vacina contra a Covid-19, significa que "o mundo estará mais bem equipado" na luta contra a pandemia, disse o especialista etíope.

"Estamos muito satisfeitos que os Estados Unidos permaneçam nesta família", acrescentou Tedros, destacando que o papel do país na saúde global "é realmente crucial".

Ontem, pouco depois de assumir a presidência, Biden emitiu uma ordem executiva para impedir que seu país deixasse a OMS, processo que Trump iniciou em julho do ano passado e que entraria em vigor um ano depois, ou seja, em julho de 2021.

O novo presidente americano notificou esta decisão em carta ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e ao próprio Tedros.