EFEXangai (China)

Uma terceira dose da CoronaVac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, eleva entre três e cinco vezes os níveis de proteção, segundo um estudo preliminar divulgado pelo jornal "South China Morning Post", de Hong Kong.

O estudo foi realizado por especialistas e instituições públicas chinesas, assim como pela própria desenvolvedora do imunizante, e publicado pelo portal médico MedRxiv, que adverte que a pesquisa ainda não passou por todas as fases de revisão e que, por isso, não pode ser considerada "informação verificada".

De acordo com as conclusões iniciais, os níveis de imunidade caem significativamente após cerca de seis meses, mas uma dose de reforço aplicada entre seis e oito meses após a segunda injeção gera um "forte estímulo para a imunização".

"A média geométrica dos títulos dos anticorpos sobe para aproximadamente 140. Este aumento corresponde a um aumento de três a cinco vezes os títulos de anticorpos neutralizantes (em relação àqueles) 28 dias após (receber) a segunda dose", explica a pesquisa.

O estudo se baseia na experiência com cerca de 540 participantes saudáveis com idades entre 18 e 59 anos que receberam uma terceira dose em períodos diferentes após terem recebido a segunda dose.

Embora especifiquem o período em que a melhor resposta foi registrada, os pesquisadores não propõem diretamente um prazo para a injecção de uma dose de reforço e dizem que o estabelecimento deste prazo exige "levar em conta muitos fatores", como a eficácia da vacina, a situação local da pandemia, os riscos de infecção e o fornecimento de antígenos.