EFEWashington

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o encontro com seu colega russo, Vladimir Putin, previsto para 16 de julho em Helsinque, pode ser "o mais fácil de todos" programados durante sua excursão pela Europa, onde se encontrará também com aliados históricos dos EUA.

"Tenho a Otan, tenho o Reino Unido, que está com certa agitação, e tenho Putin. Francamente, Putin pode ser o mais fácil de todos. Quem pensaria?", comentou Trump pouco antes de embarcar no avião presidencial Air Force One rumo a Bruxelas.

Trump chegará hoje durante a noite a Bruxelas para participar da cúpula da Otan, antes de viajar para o Reino Unido e concluir sua excursão em 16 de julho em Helsinque, onde se reunirá com o líder russo.

Questionado sobre se o presidente russo é um amigo ou um inimigo, Trump respondeu que Putin é "um competidor".

A reunião de Helsinque será a primeira bilateral entre os líderes das duas grandes potências, e vai acontecer em meio a fortes tensões entre Moscou e Washington.

"Acredito que se dar bem com a Rússia, se dar bem com a China e se dar bem com outros é algo bom, não algo ruim", acrescentou Trump antes de partir para a Europa.

Durante a viagem, Trump deverá fazer equilíbrios para promover um degelo com a Rússia sem piorar a relação com seus aliados na Otan, em um clima de tensões com a União Europeia (UE) sobre o comércio.

Além disso, viajará para o Reino Unido em um momento em que o Governo da primeira-ministra britânica, Theresa May, enfrenta uma nova crise política após a renúncia nas últimas horas de dois de seus principais ministros, ambos críticos com o plano de negociar uma saída suavizada da UE.

Neste sentido, Trump teve palavras para um dos ministros que renunciou, o até ontem titular de Exteriores, Boris Johnson, de quem garantiu ser "um amigo".

"Boris Johnson é um amigo meu. Ele me apoiou muito e foi muito amável comigo. Talvez falarei com ele quando chegar", comentou.

"Vai ser um momento interessante no Reino Unido e na Otan. Resolveremos e todos os países ficarão contentes", concluiu.