EFENova York

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou polêmica nesta sexta-feira ao postar um vídeo no Twitter em que chamava Bill de Blasio de "pior prefeito da história de Nova York", depois que o líder da principal cidade do país anunciou que fará uma campanha para ser o candidato democrata nas eleições presidenciais de 2020.

Em um vídeo gravado no avião presidencial Air Force One, Trump, que voava para Nova York para se reunir com seus seguidores, atacou De Blasio, que não só é "o pior prefeito da história da cidade de Nova York", mas também "o pior prefeito dos EUA".

Trump afirmou que não acredita que De Blasio tente chegar à Casa Branca e, além disso, previu que a campanha do prefeito não prosperará.

"Se gostam de impostos altos e de criminalidade, votem nele", afirmou o presidente.

"Te desejo sorte, mas seria melhor que voltasse a Nova York e fizesse seu trabalho durante o pouco tempo que resta (no cargo)", aconselhou, lembrando que o segundo e último mandato de De Blasio termina em dois anos.

De Blasio, que ontem anunciou sua pré-candidatura, respondeu com outro vídeo na mesma rede social no qual cumprimentava o presidente dos EUA com um "Hey, trapaceiro".

"Acabo de ver seu vídeo e é visto com baixa energia e com os dados errados porque o crime, de fato, diminuiu na cidade de Nova York durante cinco anos seguidos e a economia está decolando", replicou o ainda responsável pela prefeitura da cidade mais populosa dos EUA.

"Acredito que deveria descansar, porque vai necessitar para as próximas eleições", disse De Blasio no vídeo.

O prefeito nova-iorquino, de 58 anos, está em seu segundo mandato depois de surpreender nas eleições de 2013 contra todas as previsões, o que supôs uma vitória dos democratas ao governo da cidade maior dos Estados Unidos depois de 20 anos de líderes republicanos.

De Blasio, de um perfil progressista e com experiência gerente, procura vencer os outros 22 candidatos que aspiram enfrentar Donald Trump nas eleições presidenciais de 2020, entre os quais estão o ex-vice-presidente Joe Biden, o senador Bernie Sanders e a senadora Elizabeth Warren.