EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu um relatório do serviço de inteligência local, que assegurava que a Rússia havia oferecido recompensas a milícias vinculadas com os talibãs, pela morte de integrantes das forças de coalizão internacional no Afeganistão.

A informação foi veiculada nesta terça-feira pela emissora de televisão "CNN" e pelo jornal "New York Times" e vem à tona depois que a Casa Branca negou que o chefe de governo tivesse ciência sobre o assunto.

O governo, além disso, ainda minimizou oficialmente as descobertas da inteligência, alegando que seus dados eram duvidosos.

Uma das fontes citadas pelo "NYT" apontou que Trump recebeu a informação no dia 27 de fevereiro, enquanto outra foi menos precisa, falando apenas do fim do mesmo mês.

A imprensa local, costumeiramente, veicula que o presidente não tem hábito de participar das sessões diárias com os serviços de inteligência e que ele não presta atenção aos relatos e informes que estão feitos por escrito.

Na última sexta-feira, o "New York Times" havia revelado que a inteligência americana chegou, meses atrás, à conclusão de que a Rússia ofereceu secretamente dinheiro para milícias vinculadas aos talibãs, em troca do assassinato de militares da coalizão internacional, especialmente, soldados dos EUA.

No ano passado, ao todo, 20 militares americanos morreram em combate no Afeganistão, mas não há qualquer indício que haja ligação com essa suposta relação entre russos e talibãs.

"Até a presente data, o Departamento de Defesa não tem provas que corroborem as recentes acusações encontradas em reportagens", afirmou o porta-voz do Pentágono, Jonathan Hoffman, à Agência Efe.

O Kremlin, por sua vez, negou as informações publicadas, enquanto fontes dos talibãs garantiram nunca terem recebido ajuda militar de outros países, incluindo a Rússia, durante duas décadas de conflito. EFE

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