EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não descartou nesta quarta-feira o envio de 5.000 soldados à Colômbia para lidar com a situação na Venezuela e, ao ser perguntado a respeito durante uma reunião com seu homólogo colombiano, Iván Duque, se limitou a dizer: "Já veremos".

"Nossos militares (americanos e colombianos) estão muito concentrados e trabalhando juntos, vamos ver como isto funciona", disse Trump em entrevista à imprensa durante seu encontro com Duque no Salão Oval da Casa Branca.

Os jornalistas perguntaram a Trump sobre a polêmica frase "5.000 tropas à Colômbia" que pôde ser lida no bloco de notas com o qual seu assessor de Segurança Nacional, John Bolton, compareceu no final de janeiro diante da imprensa.

"Já veremos", respondeu Trump, que no início do seu pronunciamento garantiu que "nunca" tinha falado sobre o envio de soldados americanos à Colômbia.

Além disso, o presidente americano reiterou que a opção militar segue sobre a mesa e afirmou que tem "um plano B, C e D" para a Venezuela caso Nicolás Maduro não abandone o poder e o transfira ao líder do parlamento, Juan Guaidó, que em janeiro se autoproclamou presidente em exercício do país.

"Sempre tenho um plano B, C e D. Eu provavelmente terei mais flexibilidade que qualquer homem neste posto", indicou Trump.

Além disso, ressaltou que sua estratégia na Venezuela tem "um apoio tremendo".

"Temos um apoio tremendo em toda América do Sul e no mundo todo. Veremos muitas coisas nas próximas semanas. Veremos o que acontece", acrescentou.

Por outro lado, o presidente americano, que até agora nunca tinha se referido em público a Guaidó, lhe dedicou vários elogios, embora sem mencionar seu nome.

"Tenho um grande respeito pelo homem que a maioria do povo, muita gente, acredita que é o presidente da Venezuela. É muito valente", opinou Trump.

"Vi o que ocorreu nas ruas, e vi o que aconteceu com as execuções, portanto realmente acredito que tem muito mérito", completou Trump em relação à atuação de Guaidó.

Além disso, Trump advertiu que Maduro está cometendo "um erro terrível ao não permitir" que a ajuda humanitária americana que se encontra na fronteira venezuelana com a Colômbia entre no país.

"Têm que poder fazer com que os alimentos entrem (na Venezuela) e, em muitos casos, estão entrando. Bloquearam uma das pontes, mas não puderam bloquear as outras. Querem tentar", afirmou, sem esclarecer como os EUA poderiam ajudar a que isso ocorra.

Quando perguntado se os EUA estariam dispostos a garantir uma "anistia" para Maduro, Trump respondeu: "É algo que não consideramos".

Duque, por sua parte, avisou a Maduro que bloquear o ingresso de assistência será considerado um "crime contra a humanidade".

"Acredito que temos que dar uma mensagem muito forte à ditadura. Obstruir o acesso de ajuda humanitária é um crime contra a humanidade", destacou Duque.