EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu nesta sexta-feira ao primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, a ajuda de seu país para esclarecer as causas do acidente ocorrido no último domingo com um avião da companhia Ethiopian Airlines, no qual morreram 157 pessoas.

Segundo um comunicado da Casa Branca, Trump conversou por telefone com Ahmed e expressou "o compromisso dos EUA para trabalhar com o governo da Etiópia, um parceiro de longa data e amigo dos EUA, e as autoridades de aviação civil internacionais para determinar as causas do acidente".

A nota acrescenta que Ahmed agradeceu ao presidente americano pela assistência para esclarecer os motivos pelos quais o avião, um Boeing 737 MAX 8, caiu pouco depois de decolar de Adis Abeba com destino a Nairóbi, e expressou suas condolências pela morte de oito cidadãos dos EUA no acidente.

O jornal "The New York Times" publicou ontem à noite que o piloto comunicou problemas de "controle de voo" após a decolagem e pediu permissão para retornar ao aeroporto de Adis Abeba.

"Solicito volta para casa. Solicito vetor (sistema de navegação) para aterrissar", disse o piloto em aparente pânico aos controladores, segundo disse ao jornal nova-iorquino uma pessoa que analisou as comunicações entre a aeronave e a torre de controle.

As gravações, que ainda não foram publicadas, indicam que um minuto depois da decolagem o piloto teria informado, ainda com voz serena, um problema de "controle de voo" com o avião.

As semelhanças do acidente com o de outro 737 MAX8 ocorrido na Indonésia em outubro do ano passado fizeram com que os reguladores dos Estados Unidos, da União Europeia e do Brasil, entre muitos outros países, suspendessem os voos destes aviões da Boeing até que as causas de ambos sejam esclarecidas. EFE

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