EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quinta-feira, na Casa Branca, o presidente da Suíça, Ueli Maurer, para discutir o papel de mediador dos suíços em países como Irã e Venezuela.

A reunião entre Trump e Maurer foi fechada à imprensa, mas o presidente suíço revelou tópicos da discussão em entrevista coletiva. Segundo ele, Irã e Venezuela foram temas secundários.

O governo dos EUA anunciou a visita horas antes de o presidente suíço ir à Casa Branca. Segundo a "CNN", o convite em cima da hora tem relação com o desejo de Trump de conversar diretamente com os iranianos para resolver a crise entre os dois países.

No entanto, Maurer disse que tudo não passa de especulação. Segundo o presidente suíço, a reunião ocorreu porque ele e Trump não conseguiram se encontrar durante o Fórum Econômico Mundial de Davos. O presidente americano desistiu de ir ao evento de última hora.

Maurer também não confirmou, como afirma a "CNN", que Trump quer que a Suíça estabeleça um canal para conversar com os iranianos. O país exerce a função de "poder protetor dos interesses americanos" no Irã, país com o qual os EUA não têm relações diplomáticas.

A "CNN" informou na semana passada que a Casa Branca entrou em contato com o governo da Suíça para fornecer ao Irã um número de telefone que seria usado por Trump. Mas Meurer não acha que a atual pressão americana atrapalha o trabalho do país com os iranianos.

"Temos 40 anos de experiência (representando os interesses americanos no Irã). Acho que a situação é um pouco louca, mas por 40 anos vivemos essa situação. Talvez, nos próximos 40 anos, consigamos encontrar alguma solução", ressaltou o presidente da Suíça.

A Casa Branca limitou-se a dizer que Trump e Maurer conversaram sobre melhorar as relações econômicas entre os dois países e também sobre uma série de assuntos internacionais, entre elas as crises no Oriente Médio e na Venezuela.

"O presidente Trump manifestou gratidão pelo papel da Suíça em facilitar a mediação internacional e as relações diplomáticas em nome dos EUA", afirmou o governo americano em nota.

Suíça e EUA assinaram um acordo em abril para que o país protegesse a embaixada americana em Caracas, mas o pacto ainda não foi aceito pelo governo de Nicolás Maduro.

Questionado sobre a medida, Maurer afirmou que a Suíça está preparada para proteger os interesses dos EUA em Caracas.

"Estamos prontos para quando esse mandato (de proteção) for aceito pela Venezuela, mas esse não é o caso por enquanto", disse.

"Acredito que, pelas duas partes, não há uma situação muito boa na Venezuela e não foi apresentada uma solução para o futuro passo. É difícil e temos que ir passo a passo. Por enquanto, ainda não podemos decidir nada porque a situação é complicada", concluiu.