EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recomendou nesta quinta-feira que o presidente da China, Xi Jinping, se reúna "pessoalmente" com os manifestantes de Hong Kong para tentar encerrar os protestos contra o governo, que se repetem a várias semanas.

"Se o presidente Xi se reunisse direta e pessoalmente com os manifestantes, haveria um final feliz e esperançoso para o problema de Hong Kong. Não tenho dúvidas", afirmou Trump pelo Twitter.

Horas antes, em outro tweet, Trump deu a entender que ele mesmo se reuniria com Xi para debater sobre a situação de Hong Kong.

"Conheço o presidente Xi, da China, muito bem. É um grande líder que tem um grande respeito do seu povo. Também é um bom homem nos assuntos 'difíceis'. Não tenho nenhuma dúvida de que se o presidente Xi quer resolver o problema de Hong Kong rápida e humanamente, pode fazê-lo. Uma reunião pessoal?", escreveu Trump na noite de quarta-feira.

As reações de Trump vieram após o governo dos EUA expressar uma "profunda preocupação" com a suposta presença de movimentos paramilitares chineses ao longo da fronteira de Hong Kong.

Em comunicado, o Departamento de Estado também condenou a violência ocorrida nos últimos dias e pediu moderação "a todas as partes" envolvidas, mas deixou claro que apoia a liberdade de expressão e de reunião pacífica em Hong Kong.

Trump aproveitou a ocasião na quarta-feira para mencionar a guerra comercial com a China, aparentemente pedindo a Xi que resolva a crise com a ex-colônia britânica antes de negociar com os EUA.

"A China está perdendo milhões de empregos para outros países sem tarifas. Milhares de empresas estão saindo. É claro que a China quer chegar a um acordo. Deixemos que primeiro resolvam com Hong Kong humanamente!", declarou.

As manifestações em Hong Kong começaram no início de junho, contra um polêmico projeto de lei de extradição que poderia permitir que o governo de Pequim tivesse acesso a "fugitivos" refugiados na cidade.

No entanto, embora o governo de Hong Kong tenha suspendido a tramitação do polêmico texto, os protestos derivaram para reivindicações mais amplas sobre os mecanismos democráticos da cidade, cuja soberania foi retomada pela China em 1997 com o compromisso de manter até 2047 as estruturas estabelecidas pelo Reino Unido.