EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou nesta quinta-feira a recorrer à popular série "Game of Thrones" para fazer um comentário, desta vez ao se pronunciar sobre declarações do procurador-geral William Barr - que disse que a investigação da suposta interferência russa nas eleições presidenciais americanas de 2016 não encontrou provas contra o governante.

"Nem conspiração, nem obstrução. Para os 'haters' e os esquerdistas radicais democratas... Game over (fim de jogo)", afirmou o presidente americano no Twitter, poucos minutos depois de Barr falar à imprensa sobre o relatório do procurador especial Robert Mueller.

"Estou tendo um bom dia, decidiram que não houve conspiração, nem obstrução", disse Trump depois, durante um ato na Casa Branca com veteranos das Forças Armadas.

"Nunca houve, e nunca haverá. Temos que chegar ao fundo destas coisas. Isso nunca deveria acontecer com nenhum outro presidente de novo, esta farsa", acrescentou.

Trump publicou seu tweet com uma montagem que imitava a estética da popular série, que no último domingo começou sua última temporada.

Na imagem, Trump aparece de costas, olhando um horizonte invisível pela névoa.

Não é a primeira vez em que o presidente americano faz menção a "Game of Thrones" para dar maior notoriedade a suas mensagens nas redes sociais.

Em novembro do ano passado, Trump usou uma montagem similar para advertir o Irã sobre a iminente imposição de sanções.

Também no Twitter, ele postou uma imagem na qual aparecia com semblante sério, junto com um texto com uma tipografia similar à da série com a mensagem: "As sanções se aproximam", parafraseando a célebre frase "Winter is coming" ("O inverno se aproxima") dita na produção televisiva.

O tweet de hoje foi publicado depois que Barr repetiu em entrevista coletiva que não há "provas suficientes" de que Trump obstruiu a Justiça durante a investigação sobre a interferência russa nas eleições e insistiu que "não houve conspiração" do líder com a Rússia.

A investigação de Mueller culminou na apresentação de um total de 191 acusações criminais contra 35 indivíduos - seis deles próximos a Trump e outros 26 de nacionalidade russa -, cinco dos quais se declararam culpados e já foram condenados.