EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira o veto à resolução aprovada pelo Congresso que cobra que a Casa Branca dê fim ao estado de emergência nacional decretado pelo governante em fevereiro com o objetivo de conseguir verba para a construção de um muro na fronteira com o México.

"Hoje veto esta resolução. O Congresso tem a liberdade de aprová-la, e eu tenho a obrigação de vetá-la", declarou Trump pouco antes de assinar o documento durante uma cerimônia que aconteceu no Salão Oval.

Trump argumentou que conta com um "arrasador" apoio dos eleitores republicanos e que tanto o Senado como a Câmara dos Representantes, que aprovaram a resolução, tinham dado um voto "contrário à realidade".

O presidente voltou a reforçar a necessidade de ampliar o muro na fronteira com o México devido à "quantidade de criminosos" que entra no território americano pelo sul do país, voltando a classificar essa suposta movimentação de "invasão".

"As pessoas odeiam a palavra invasão, mas é isso que aquilo é", ressaltou o presidente no Salão Oval.

O Senado aprovou ontem uma resolução contra o estado de emergência nacional decretado por Trump com 59 votos a favor e 41 contrários. Doze senadores republicanos apoiaram a medida.

A declaração de emergência nacional foi uma manobra de Trump para driblar o Congresso, contrário à construção do muro na fronteira com o México, conseguir recursos suficientes para as obras.

Trump afirmou que a situação poderia ser evitada se os congressistas mudassem de ideia na hora de discutir o próximo orçamento federal.

"Em 15 minutos chegaríamos a um acordo", disse Trump.

Com a emergência nacional, Trump pretende remanejar US$ 6,6 bilhões destinados a outros órgãos para a construção do muro. O valor se somaria ao US$ 1,37 bilhão autorizado pelo Congresso para as obras na fronteira com o México.