EFETúnis

Os ministros das Relações Exteriores de Tunísia, Argélia e Egito se reuniram nesta quinta-feira na capital tunisiana, Túnis, para reativar o processo político na Líbia, depois que no dia 4 de abril o marechal Khalifa Hafter, homem forte do país, iniciou o sítio a Trípoli para expulsar o Governo de União Nacional (GNA) apoiado pela ONU.

O objetivo do grupo de três países, que defendeu seu papel mediador no marco de um diálogo interno e inclusivo, é "aproximar os pontos de vista das diferentes partes líbias e convencê-las da necessidade de decretar um cessar-fogo imediato e incondicional, assim como evitar mais sofrimento ao povo".

Os representantes de Tunísia, Argélia e Egito denunciaram a ingerência estrangeira, especialmente o fluxo de combatentes terroristas estrangeiros, e pediram à comunidade internacional para "assumir" suas responsabilidades contra o descumprimento das sanções que pesam sobre a Líbia, que incluem medidas como o embargo de armas imposto pela ONU em 2011.

Neste sentido, os três países apoiaram como "único" caminho a Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) e a resolução adotada em 2017 pelo Conselho de Segurança da ONU.

O encontro de hoje foi o sétimo desde a assinatura em fevereiro de 2017 da "Declaração de Túnis para uma solução política global na Líbia", iniciativa do presidente tunisiano, Béji Caïd Essebsi.

Segundo o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), durante os confrontos na capital, pelo menos 653 pessoas morreram, 3.547 ficaram feridas e mais de 30 mil pessoas se transformaram em deslocadas internas.